O Escravo de Capela - Marcos Debrito
Olá, eu sou a Val, e vou falar desse livro nacional que é um dos meus favoritos das leituras de 2019, "O Escravo de Capela", do Marcos Debrito, será que sou fã? rsrs. Marcos também escreveu, "Condado Macabro", "A Casa dos Pesadelos", que já tem resenha aqui no blog, e "À Sombra da Lua", que logo tem resenha sobre.
(Sinopse) "Durante a cruel época escravocrata do Brasil Colônia, histórias aterrorizantes baseadas em crenças africanas e portuguesas deram origem a algumas das lendas mais populares de nosso folclore. Com o passar dos séculos, o horror de mitos assustadores foi sendo substituído por versões mais brandas. Em o Escravo de Capela, uma de nossas fábulas foi recriada desde a origem. Partindo de registros históricos para reconstruir sua mitologia de forma adulta, o autor criou uma narrativa tenebrosa de vingança com elementos mais reais e perversos. Aqui, o capuz avermelhado, sua marca mais conhecida, é deixado de lado para que o rosto de um escravo-cadáver seja encoberto pelo sudário ensanguentado de sua morte. Uma obra para reencontrar o medo perdido da lenda original e ver ressurgir um mito nacional de forma mais assustadora, em uma trama mórbida repleta de surpresas e reviravoltas."
-Eu já preciso começar dizendo que esse livro merece aplausos, muitos inclusive. 📣
Bom iniciamos essa história conhecendo a família Vasconcelos, e seus escravos na fazenda Capela, que produz açúcar e comercializa. A produção é administrada por Antônio Cunha Vasconcelos, e tem Antônio segundo, que é o capataz, e Inácio, o mais jovem, que estava estudando medicina na Europa, mas retornou a fazenda, ele é o único que discorda do tratamento violento dado aos escravos, que trabalham duro debaixo do sol quente.
Antônio segundo é extremamente cruel, um cara horrível, que ama violentar os escravos com seu chicote, ou qualquer outra arma que possa tirar sangue.
Também conhecemos alguns escravos, como Sabola Atiwala, um escravo que a pouco foi comprado, e trazido do Congo, para trabalhar na lavoura da Fazenda Capela, Damiana, uma jovem e bela escrava, que trabalha na cada dos Cunhas Vasconcelos, e conhece o amor com o retorno de Inácio, e o velho Akili, que passa seus dias e noites jogado no chão sujo da senzala, sem poder andar, nem mesmo para contemplar o calor do sol, ou o luar, depois da crueldade sofrida nas mãos de Antõnio, perdeu os movimentos das pernas.
A parti disso, duas histórias são construídas, entre a família Cunha Vasconcelos, seus muitos segredos e romances proibidos; e no outro com o recém chegado Sabola, e toda a sua resistência, assim como todos ele não queria ser escravo, mas diferentes de todos ele tem coragem. A narrativa e conduzida com maestria, e as duas histórias se unem e um terror inimaginável.
Marcos soube usar muito bem do folclore do nosso país, ao escrever essa história.
Então, sabe aquele Saci Pererê que assistimos no Sitio do Pica-Pau Amarelo?, esquece, o Saci aqui é completamente diferente, o capuz vermelho que ele usa, é colocado de uma maneira assustadora, na verdade todo o livro é incrivelmente assustador, o jeito que o Marcos escreveu cada um dos detalhes dos açoites sofridos podem ser imaginados como um filme. A brutalidade real vivida pelos escravos até a doce vingança de um ser surgindo literalmente dos mortos é improvável, e surpreendente.
A história é recheada de surpresas e muitas reviravoltas, o final como sempre é chocante, mas fala serio, é um livro do Marcos Debrito, se não for para ter Plot twist, nem é Marcos Debrito, rsrs.
Esse é um livro lindíssimo, sobrenatural, terrível, medonho e recomendadíssimo!!! Eu amo e recomendo para qualquer um que perguntar!
Além de ser nacional e falar sobre o nosso folclore.
Nota:✮✮✮✮✮+


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